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ENAMED: entenda como será calculada a nota dos cursos de Medicina

  • Foto do escritor: Marcos Aurélio Marques
    Marcos Aurélio Marques
  • 15 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
Imagem de capa com uma jovem estudante de Medicina, sorridente, transmitindo confiança e leveza. Ela veste scrubs médicos em tom azul-esverdeado, com estetoscópio azul pendurado no pescoço e alça de mochila visível no ombro, reforçando o contexto acadêmico.  O fundo é laranja vibrante, criando um contraste moderno e harmônico com as cores da roupa, alinhado ao branding da PreparaEdu. A iluminação é suave, o enquadramento é limpo e profissional, e a expressão facial transmite otimismo, preparo e protagonismo, ideal para ilustrar conteúdos sobre formação médica, avaliação e futuro profissional.

A Nota Técnica nº 40/2025 é o documento técnico mais importante para o curso de Medicina no momento.

Ela detalha a "regra do jogo" para o cálculo da nota do seu curso a partir do novo Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica).

Em resumo: muda a Metodologia de Cálculo do Conceito Enade para Medicina (a partir da Edição 2025). Ou seja, muda a forma como a nota (1 a 5) é atribuída, abandonando a curva de Gauss tradicional (comparação entre alunos) para um modelo baseado em padrão de desempenho (proficiência).



1. A Grande Mudança: TRI + Angoff

O INEP instituiu uma nova lógica psicométrica. Não se trata mais apenas de como seu aluno se sai em relação à média nacional, mas se ele atingiu um padrão mínimo de competência.

  • Metodologia: Será utilizada a Teoria de Resposta ao Item (TRI) combinada com o Método Angoff.

  • Objetivo: Isso permite definir quem é o aluno "Proficiente" e garante a comparabilidade entre diferentes edições do exame.


1.1 TRI – Teoria de Resposta ao Item

A TRI é um modelo estatístico que avalia o desempenho do estudante considerando a qualidade das questões. Cada item da prova possui parâmetros como dificuldade, capacidade de discriminação e chance de acerto ao acaso. Com isso, a nota do aluno não depende apenas do número de acertos, mas de quais questões ele acertou, garantindo comparabilidade entre diferentes edições do exame.


1.2 Angoff – definição do padrão mínimo de proficiência

O Método Angoff é utilizado para definir o ponto de corte da proficiência. Um painel de especialistas analisa cada questão e estima a probabilidade de um estudante minimamente competente acertá-la. A soma dessas estimativas define a nota mínima necessária para que o aluno seja considerado proficiente.


Na prática, o que muda?

  • A prova deixa de classificar alunos entre “melhores” e “piores”.

  • Passa a medir se o estudante atingiu ou não um padrão mínimo de formação médica.

  • A nota do curso passa a depender do percentual de alunos proficientes, e não da média geral da turma.


Em linhas gerais, TRI + Angoff transformam o ENAMED em uma avaliação por critérios, exigindo que a instituição acompanhe continuamente o desenvolvimento das competências dos alunos ao longo do curso — e não apenas na véspera do exame.


2. Como a Nota do Curso (1 a 5) será Calculada?

O cálculo agora é direto e percentual. O Conceito Enade do curso será o resultado da divisão entre o número de alunos considerados "Proficientes" pelo número total de alunos com resultados válidos.

A conversão desse percentual para a nota final (Faixa Enade) segue esta tabela rigorosa:

% de Alunos Proficientes no Curso (PCPc​)

Conceito Enade (Nota Final)

Menor que 40%

1

De 40% a 59,9%

2

De 60% a 74,9%

3

De 75% a 89,9%

4

90% ou mais

5

Interpretação Estratégica: Para o curso obter a nota máxima (5), 90% da turma precisa atingir o nível de proficiência estipulado pelo INEP/Painel de Especialistas. Para ficar na média satisfatória (3), é necessário que pelo menos 60% da turma seja proficiente.


3. Critérios de Elegibilidade e Exclusão

  • Nota de Corte para Cálculo: O curso só terá Conceito Enade calculado se tiver, no mínimo, 10 (dez) estudantes concluintes com resultados válidos.

  • Sem Conceito (SC): Cursos com 9 ou menos alunos válidos ficarão "Sem Conceito".

  • Quem conta? Apenas concluintes regularmente inscritos (TP_INSCRICAO=1) e presentes (TP_PRES=555).

  • Quem não conta? Alunos com inscrição indevida, afastados judicialmente ou em processos de transferência assistida não entram no cálculo.


Em síntese, o foco da preparação para o Enamed muda drasticamente. Não basta "ir bem na prova"; a IES precisa garantir que a maioria da turma atinja o ponto de corte da proficiência (definido pelo método Angoff). Um ou dois alunos excelentes não "puxam" mais a nota do curso para cima se o restante da turma não atingir o mínimo. Nesse contexto, é necessário mais do que nunca realizar simulações, antecipando se as turmas atingirão ou não as escalas mínimas de proficiência.


Confira na nota téncia na íntegra.


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